A arte como arma de provocação e sabotagem



Allais estabeleceu situações de um humor espontâneo, tão suave e elegante como penetrante, com uma finura e um faro, prodigioso na destreza como lhe bastam duas pinceladas a partir de uma mistura de cores combinadas na paleta a partir de corpos esmagados de mosca, e com elas tanto pinta um aristocrata, uma dama com ânsias de rapto e histeria, uma beata ou mais algum dos universais cretinos, mas para lhes acertar nos queixos ainda lhes empresta caráter, rebentando as costuras do estereótipo. E não só é um maravilhoso retratista como trata o absurdo com umas tais confianças que o naturaliza, e ainda fideliza o leitor, por nunca falar para o boneco, mas dar-lhe o seu papel na trama. 

Diogo Vaz Pinto, num extenso texto dedicado a 63 Histórias de Humor e 1 Poema Melancólico, de Alphonse Allais, na edição de hoje do Jornal i.
Texto completo aqui: página 1 e página 2.

Boas letras



Alphonse Allais, como marginal das boas letras, assenta como uma luva (com a medida certa) à colecção Avesso, na sequência de Félix Fénéon, primeiro volume desta colecção. Isto porque Allais nunca foi visto como «escritor» durante muitos anos, mesmo depois da morte. Foi preciso que os surrealistas franceses o «descobrissem» (Breton, Cocteau) e, depois, Umberto Eco e outras sumidades, para começar a gozar de uma certa credibilidade literária e ter entrado no Panteão das Letras. Esqueceram-se os seus contemporâneos e os historiadores da literatura, que este herói dos estudantes e dos boémios do Quartier Latin era um grande escritor que, todos os dias, ajudava a criar o futuro da grande literatura humorística e satírica francesa.


Da introdução de Filipe Guerra a 63 Histórias de Humor e 1 Poema Melancólico, de Alphonse Allais.

Quatro de dez



A Avesso é uma colecção de dez livros de ficção (consulte a lista de autores e títulos na barra do lado direito). Até ao momento, foram publicados quatro volumes:

Notícias em três linhas, de Félix Fénéon.

Quartos Alugados, de Alexandre Andrade.
(Primeira edição esgotada. Segunda edição já disponível no sítio da editora e nas livrarias.)

O Empresário, de Johann Gottlieb Stephanie der Jüngere.

63 Histórias de Humor e 1 Poema Melancólico, de Alphonse Allais

Um nome que vai ficar na literatura portuguesa

Alexandre Andrade, autor de "Quartos Alugados", editado na Colecção Avesso, ganhou mais uma leitora atenta: Bárbara Bulhosa, da editora Tinta da China. Na última edição da Notícias Magazine (8 de Janeiro de 2017), Bárbara Bulhosa afirma que Alexandre Andrade "é uma voz nova, muito culta e articulada, que escreve de forma original, procurando referências que são tudo menos óbvias. Vai ser um nome que vamos ouvir falar de certeza. Mais do que isso, vai ser um nome que vai ficar na literatura portuguesa".
 



Apresentação de "O Empresário", no Porto



A apresentação de "O Empresário", de Johann Gottlieb Stephanie der Jüngere, terceiro volume da Colecção Avesso, acontece na Livraria Flâneur, sexta-feira, 28 de Outubro, pelas 21h00. Com a presença de Virgílio Melo, tradutor, Sousa Dias, autor do prefácio, e Pedro Junqueira Maia, responsável pela adaptação da partitura de W. A. Mozart.

Chegou o terceiro volume da Colecção Avesso











Chegou o terceiro volume da Colecção Avesso. Trata-se de "O Empresário", libreto de Johann Gottlieb Stephanie der Jüngere para a ópera cómica com o mesmo nome, de W. A. Mozart, estreada em 1786.
Versão de Virgílio Melo, prefácio de Sousa Dias e adaptação da partitura de Pedro Junqueira Maia. Já disponível na sua livraria ou em exclamação.pt.

Fénéon esteve aqui.



Patrícia Ferreira e Adolfo Luxúria Canibal numa conversa em torno de "Notícias em três linhas", de Félix Fénéon, primeiro volume da Colecção Avesso. Na Livraria Centésima Página, em Braga, no dia 20 de Fevereiro de 2016.

Lisboa, meninos e moças



Imagem da apresentação de "Quartos alugados", de Alexandre Andrade, o mais recente volume da Colecção Avesso, num quarto alugado do Largo Residências, no Intendente, em Lisboa, no sábado, 12 de Dezembro. Na mesa, Francisco Frazão (à esquerda) e Alexandre Andrade (à direita).

Cinco estrelas no Expresso



Nove histórias magníficas voltam a provar que Alexandre Andrade é um dos melhores contistas portugueses.

O semanário Expresso, na sua edição de 5 de Dezembro, atribuiu cinco estrelas a "Quartos Alugados", de Alexandre Andrade, o mais recente volume da Colecção Avesso. O texto é de José Mário Silva.